adicionar aos favoritos | Curitiba/PR

17/10/2009 04:47
O vilarejo aí atrás de mim na foto, no meio das montanhas, está sendo o meu primeiro "pouso" aqui na Itália. Fanano, uma cidadezinha de pouco mais de 3 mil habitantes (talvez nem isso!), na qual vim passar os primeiros dias nesse país tão próximo (pela herança familiar) e ao mesmo tempo tão distante de mim (pela língua e alguns costumes). Perto de Modena e de Bologna, e na casa dos amigos Margherita e Leonardo, estou podendo adaptar-me aqui a um frio de início de outono que eu só lembro ter sentido no inverno estadunidense, quase cinco anos atrás. "Adeso", mas mais importante, tenho tido os primeiros contatos mais "à marra" com o idioma italiano, o qual eu "capisco" alguma coisa, mas "parlo niente" - ou quase nada.
Nesses três dias - cheguei na quarta à tarde, após uma viagem de 20 horas desde Barcelona - descansei e comi bastante. Aqui a noite chega cedo e o frio ajuda a alongar os tempos de sono e a abrir o apetite. A não ser de ontem pra hoje, quando dormi "apenas" 7 horas, já que tive que acordar cedinho pra vir pra Bologna, nos outros dias todos eu fui dormir pouco depois das 22h e acordei não antes das 10h30 da manhã. Sempre, tanto no almoço quanto no jantar, comi comida caseira da melhor qualidade - "melhor que bosta", como diz o Léo. A Marghe tem me paparicado muito e tanto ela quanto o divertido "italianuca" Leonardo têm se empenhado para me ajudar a conseguir algum lugar pra ficar em Bologna, ter amigos, emprego, etc. Até agora nada, mas não por falta de esforço deles, que têm utilizado os seus melhores contatos (que, no entanto, acabam se restringindo apenas à pequena Fanano, que vive uma época sem grandes pujanças no aspecto econômico).
Enfim, estou bem. Tenho acessado pouco ou quase nada a Internet - essa, na verdade, é a primeira vez desde que cheguei, e só porque vim à Bologna, já que Fanano não tem banda larga e nem Lan House. Hoje passarei o dia aqui na capital da Emiglia Romana, a fim de conhecer a cidade e averiguar as possibilidades de acomodação. Veremos no que dá. Preciso logo de definições, já que o Léo e a Marghe voltam para o Brasil já em "martedi", terça-feira. Ou seja, na medida do possível, darei notícias.
Como vocês podem ver, a aventura recomeçou, praticamente do zero. Tal como o meu cabelo - conforme a tradição, cortado "piu corto" para começar "vida nova". Agradeço aos que tem torcido e rezado por mim. Apenas digo-lhes que tudo tem valido a pena. A alma, afinal, não é "piccola".
Arriverderci!