adicionar aos favoritos | Curitiba/PR

27/06/2009 19:12
Quatro posts depois, e antes que o mês de junho termine - que é para o assunto não caducar - volto a falar (pela última vez!) da viagem que fiz à Toledo e à Madrid, entre os últimos dias 04 e 08. Por enquanto é assim, uma viagem por mês, mas quiçá, com algum otimismo, daqui pra frente terei mais viagens e menos tempo para falar delas, então os posts não se estenderão tanto. De qualquer maneira, uma coisa é certa: para cada viagem que eu fizer, haverá um vídeo, o qual publicarei no Youtube. Sendo assim, é claro que o vídeo desta viagem para Madrid e Toledo já está lá para vocês conferirem, com trilha sonora e tudo, nos links http://www.youtube.com/watch?v=s5ePTN0BhEA e http://www.youtube.com/watch?v=ij5lgVBllqQ. (Desta feita, porque esqueci que o site não aceitava vídeos maiores de 10 minutos, tive que dividi-lo em dois, mas os próximos eu condensarei em um só...).
Enfim, valeu a pena ter deixado um post especial para Toledo porque há muito o que falar da cidade. Tentarei ser breve, mas há que se dizer que se trata de um passeio pela história da Espanha, um verdadeiro museu a céu aberto. Declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1986, a capital da região de Castilla-La Mancha é por muitos considerada uma segunda Roma, tamanha a capacidade com que conseguiu conservar seu milenar patrimônio histórico, artístico e arquitetônico. Não é para menos: por ali, passaram três culturas distintas: a muçulmana, a judaica e a cristã, que deixaram igrejas, sinagogas, mesquitas, muralhas, pontes, conventos e torres simplesmente fascinantes - "de desrrosquear o bico da teta", como diria o meu amigo Márcio.
Diante de tudo isso, pude caminhar - ou, melhor, me esbaforir de andar, tantas as subidas e descidas que são as ruelas desta cidade que está fixada no topo de um pequeno monte e às margens do rio Tajo - descobrindo uma cidade com origens (arqueologicamente compravadas) na Época do Bronze, lá na Pré-História. Depois disso, foi citada pela primeira vez em épocas romanas por Tito Lívio, em 192 a.C, como "uma cidade pequena, mas bem fortificada". Em 418 d.C a cidade foi dominada pelos Visigodos judeus, tornando-se a capital daquele império que depois se chamaria hispanogodo. A ocupação árabe se dá na sequência, até 1085, quando Alfonso VI reconquista a cidade e a converte na Cidade das Três Culturas, estabelecendo com que judeus, árabes e cristãos pudessem conviver em harmonia.
Mas como harmonia em religião contraditoriamente dura pouco, esta durou quatro séculos, desintegrando-se na época em que Toledo foi consagrada capital dos Reis Católicos devido à perseguição empreendida por estes monarcas, principalmente ao povo judeu. Em 1469, nasceria o Reino da Espanha, com a união (matrimonial) dos Reinos de Castela e de Aragão, e anos depois, em 1561, Madrid assumiria o lugar de Toledo como capital. A partir daí, a cidade perde o seu peso político e social, passa por um esvaziamento demográfico e por diversas crises econômicas e epidemias de doenças, até reerguer-se economicante no século XX, principalmente a partir dos anos 80, quando volta a ter destacada sua importância no cenário turístico espanhol.
Atualmente, a cidade do pintor El Grego e da indústria de armas brancas (as famosas Espadas de Toledo, como bem lembrou minha avó!), tem não mais que 70 mil habitantes. Não precisei de mais do que um dia para conhecê-la, mas ela de fato vale a pena! Afinal, que tal uma cidade com um visual desses (ver foto acima e vídeo no Youtube)?
* * *
Aproveito o post para dizer-lhes que, oficialmente, me foi outorgado o grau de bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Paraná nesta última quarta-feira, em Curitiba. A história é mais do que curiosa, porque quem foi participar da solenidade, e inclusive ficou lá sentado no palco, tal como um formando, foi o meu "distinto procurador", o já cientista econômico Euclesio Manoel Finatti que, pelas circunstâncias, acabou tendo que fazer pela segunda vez na vida o mesmo juramento! Coisa rara, não? Enfim, agora sim posso dizer que sou jornalista e economista! - Por mais que, em quase dois meses na Espanha, isso em meu currículo não tenha valido de nada ainda.
É isso.
Beeeeejoooooooooooooo